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ORIENTAÇÕES AO
         USUÁRIO

A resiliência no ambiente construído é entendida como a capacidade do ambiente de adaptar-se a diferentes impactos ao longo do tempo, sendo um aspecto fundamental para elevar a qualidade da habitação social, uma vez que está diretamente ligada aos conceitos de sustentabilidade, vulnerabilidade e capacidade adaptativa. No contexto das moradias do Brasil, de padronização tipológica e baixa qualidade arquitetônica, a resiliência emerge como uma qualidade crucial para lidar com as adversidades socieconômicas, ambientais e físicas ao longo do tempo. A ausência de assistência técnica adequada e a falta de acesso às informações técnicas de qualidade para realizar intervenções nas moradias, têm ampliado sua vulnerabilidade, notadamente em habitações sociais horizontais unifamiliares (casas térreas).

Nesse sentido, essa pesquisa da continuidade ao projeto “[BER_HOME] Resiliência no ambiente construído em habitação social: métodos de avaliação tecnologicamente avançados” e objetiva identificar e disponibilizar estratégias projetuais para reformas e intervenções em unidades de habitação social horizontal unifamiliar, visando a promoção da sua resiliência.

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Atributo
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ATRIBUTO
ACESSIBILIDADE PARA IDOSOS

É possível associar a acessibilidade ao atendimento das necessidades de outras pessoas, além daquelas com deficiência. Os idosos, por exemplo, são considerados pessoas com mobilidade reduzida, em que várias de suas capacidades entram em declínio, tendendo a diminuir sua independência. Uma moradia com características adequadas contribui para que os idosos permaneçam independentes pelo maior tempo possível. Dessa forma, projetar uma moradia resiliente não equivale a projetar uma moradia acessível, mas sim, projetar uma moradia dotada de características específicas, capazes de facilitar uma adaptação futura.

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INDICADORES
ACESSIBILIDADE PARA IDOSOS

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Desenho universal

Esse indicador refere-se ao conceito que propõe a criação de espaços com uso democrático, garantindo condições igualitárias em sua qualidade de uso. Assim, o ambiente passa a ser utilizado pelo maior número de pessoas, independente de suas características físicas, habilidades e idade, sem que haja necessidade de adaptação ou projeto específico.

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Adaptabilidade

Capacidade de se adaptar diante de novos cenários ou transformações

Indicadores

RECOMENDAÇÕES
ACESSIBILIDADE PARA IDOSOS

1) Vedações capazes de suportar a fixação de barras de apoio e corrimãos

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  • Construir as vedações dos ambientes de circulação utilizando alvenaria. Em caso necessidade de construção de vedações tipo drywall, prever faixa reforçada ao longo de toda área de circulação para instalação de corrimãos (região destacada de amarelo na figura ao lado). Isso aproximará o nível de resiliência da parede tipo drywall ao nível da parede de alvenaria.

  • Construir as vedações dos banheiros utilizando alvenaria. Dependendo da condição do idoso podem ser necessários instalar barras de apoio na bacia sanitária, no chuveiro e no lavatório. Em caso de construção de vedações tipo drywall, prever faixa reforçada para fixação de barras e corrimãos (região destacada de amarelo na figura ao lado). Isso aproximará o nível de resiliência da parede tipo drywall ao nível da parede de alvenaria.

2) Locação dos ambientes

  • Construir ambientes com afastamentos mínimo dos limites laterais e do fundo do lote. No caso da cidade de Uberlândia-MG, os afastamentos mínimos obrigatórios são 150 cm dos limites laterais e 300 cm do fundo do lote. Os afastamentos contribuirão para diminuir propagação de ruídos vindos dos lotes vizinhos, resultantes de impactos e vibrações.

  • Se a construção de ambientes rentes aos limites do terreno não puderem ser evitadas, as vedações situadas sobre a divisa deverão ser acústicas, capazes de atenuar ruídos decorrentes de impactos e vibrações (isolação). Sugerese a utilização de vedações duplas com espaço de ar em seu interior.

3) Vãos de acesso aos ambientes

  • Construir vãos de acesso aos ambientes com largura mínima de 88 cm x 214 cm (L x A). Isso permitirá a instalação de portas de abrir com folhas de 80 cm, largura suficiente para a transposição por idosos sem órtese, com andador ou cadeira de rodas.

4) Qualidade da vista externa

  • Em caso de necessidade, efetuar o fechamento da divisa frontal do lote utilizando gradil. Isso restringirá o acesso ao lote e ao mesmo tempo, permitirá a visualização da rua por aquele que está dentro do lote.

5) Entrada de luz solar direta em cada ambiente

  • Todos os ambientes, exceto aqueles destinados exclusivamente a circulação, deverão possuir abertura de iluminação e ventilação comunicando diretamente com área iluminante. Orientar tais aberturas para o leste, nordeste, norte, noroeste ou oeste a fim de possibilitar a entrada de luz solar nos ambientes.

  • Em caso de excesso de sol, o problema poderá ser corrigido através da instalação de elementos de proteção solar como beirais e brises. Varandas também podem ser utilizadas para proteger alguns ambientes do sol excessivo. Neste caso é necessário ter cautela com a profundidade da varanda. Uma profundidade grande pode reduzir excessivamente a quantidade de luz natural no ambiente interno.

  • As áreas iluminantes devem ser utilizadas também como jardim para aumentar a qualidade da vista. Para facilitar a entrada de luz solar nos ambientes internos, as áreas iluminantes devem ser dimensionadas corretamente. O código de obras de Uberlândia exige que as áreas iluminantes possuam área mínima de 6 m² e dimensão mínima de 2 m. Contudo, o dimensionamento dessas áreas deve também levar em consideração a orientação das aberturas e carta solar

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6) Capacidade de visualização através das janelas

  • A porção opaca dos peitoris deverão ser de, no máximo, 40 cm de altura, para possibilitar a visualização do ambiente exterior por idoso deitado. Os comandos para abertura e fechamento das janelas deverão situar-se até, no máximo, 120 cm de altura.

7) Altura dos vãos de iluminação e ventilação

  • As vergas das janelas deverão situar-se a uma altura de, no máximo, 214 cm

  • Primeiramente imaginou-se que a altura máxima deveria ser 175 cm. Desta forma, um idoso em pé poderia alcançar o topo da janela com as mãos. Contudo, definiu-se a altura usual de 214 cm devido a duas questões práticas: Esta altura coincide muitas das vezes com a altura da face inferior das vigas estruturais, o que dispensa a necessidade de execução de vergas. ii) A altura de 214, permite uma melhor visualização do céu e maior entrada de luz no ambiente. Apesar do topo da janela não estar ao alcançe de um idoso em pé (175 cm), a limpeza pode ser feita utilizando pequeno rodo de 30 cm de comprimento

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8) Compartimento para instalação de elevador

  • No caso de moradias com mais de um pavimento, deverá ser construído compartimento destinado a instalação futura de elevador. Em caso de necessidade, um elevador poderá ser instalado sem necessidade de grandes alterações na moradia.

  • A utilização de cadeiras elevatórias pode substituir o elevador nos casos em que o idoso não utiliza cadeira de rodas. Neste caso, a largura mínima da escada poderá variar considerando as características do morador (peso, estatura) e modelo da cadeira. Uma das cadeiras elevatórias comercializadas pela Stannah pode ser instalada em escadas de 69 cm de largura.34 Destaca-se que ambos os equipamentos têm custo elevado e que exigem manutenção regular. Isto os torna financeiramente acessível a poucas famílias.

9) Rampas

  • As rampas deverão possuir largura mínima de 90 cm e inclinação mínima conforme NBR9050. Preferencialmente, utilizar rampas de 120 cm de largura.

10) Área de aproximação e uso dos banheiros

  • Os banheiros deverão possuir área de aproximação e uso capazes de atender idosos utilizando andador ou cadeira de rodas. A localização da porta, lavatório e bacia sanitária é de fundamental importância para a preservação das áreas de aproximação e uso. A figura 45 corresponde a um banheiro mínimo de 220 cm x 220, capaz de ser adaptado facilmente para o uso por cadeirante por meio da instalação de barras de apoio e retirada do box. É importante não haver desníveis dentro deste ambiente. A porta deverá garantir vão livre mínimo de 80 cm.

11) Largura entre vedações dos ambientes de circulação

  • Quando delimitadas por vedações, as áreas de circulação deverão possuir largura mínima de 90 cm. Preferencialmente, a largura deverá ser de 120 cm.

12) Degraus isolados

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  • Em cada pavimento da moradia, o desnível entre ambientes deverá ser de no máximo 1,5 cm. Os desníveis não devem ser vencidos utilizando degraus isolados, mas sim, rampas de acordo com NBR9050.

Recomendações
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