NOSSO TRABALHO
         PREVENINDO

Estudos identificam três questões significativas que afetam a saúde e o bem-estar dos moradores: (i) acústica deficiente; (ii) baixo conforto térmico e (iii) presença de criadouros para doenças nos quintais. Há um aumento brutal na epidemia de arbovírus no  Brasil  (Dengue, Zika e Chikungunya) que afetam as comunidades de habitação social.  Em 2019, a doença afetou 1,4 milhão de pessoas no Brasil e matou 419 pessoas. Na cidade de Uberlândia, o mapeamento da Dengue mostra que os vírus afetam principalmente as comunidades de habitação social localizadas em áreas periféricas (Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia).
Embora exista uma clara correlação entre o ambiente construído e a proliferação da doença, faltam estudos e projetos relativos a soluções espaciais para impedir a reprodução dos mosquitos. A investigação-ação proposta investiga o comportamento dos mosquitos, o padrão de proliferação da epidemia e a sua relação com o ambiente construído, nas áreas mais afetadas dos bairros de habitação social,  de modo a PREVENIR sua proliferação. 

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O QUE É A

    DENGUE?

Dengue, Zyka e Chikungunya são arbovírus perigosos transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2019, segundo o Ministério da Saúde, 1,4 milhão de pessoas foram infectadas, causando 414 mortes. Estudos mostram que a proliferação do mosquito está correlacionada com o acúmulo de resíduos e outros elementos de retenção de água em quintais particulares. A maioria dos casos ocorre em conjuntos habitacionais sociais, especialmente do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) com 4,4 milhões de casas – o maior Programa Federal de Habitação Social do Brasil. Em Uberlândia, esses casos representam 78% das 38 mil pessoas infectadas em 2019.

Apesar dos esforços das autoridades locais para controlar a propagação da epidemia, as soluções continuam a ser um desafio porque: a vacina não é segura e eficiente o suficiente para ser usada; o mosquito Aedes  Aegypit  se prolifera nas áreas urbanas; resíduos acumulados e áreas onde o solo é impermeabilizado são os lugares favoritos para os mosquitos colocarem ovos; quintais particulares com essas condições são de difícil acesso pelos agentes de saúde; 85% dos criadouros de mosquitos estão nos quintais (Ministério da Saúde do Brasil); e as pessoas de baixa renda estão menos conscientes das medidas necessárias para manter as casas livres de mosquitos (Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia).  Embora haja uma clara correlação entre o ambiente construído e a proliferação da doença, há uma falta de estudos e projetos relativos a soluções espaciais para prevenir a reprodução de mosquitos. 

Os arbovírus (Dengue, Zika e Chikungunya) causam doenças graves e endêmicas no Brasil. Em 2019, nos primeiros seis meses, infectaram 1,4 milhão de pessoas e mataram 414 (Ministério da Saúde) por meio do mosquito Aedes aegypti. Por meio da picada, o mosquito transmite a doença de uma pessoa contaminada para uma saudável.  É dessa forma que a doença se espalha. A moléstia é altamente incapacitante, exigindo 15 a 30 dias para a recuperação.

Durante este tempo, o paciente deve permanecer em repouso absoluto e ir ao hospital todos os dias para exames e hidratação. Os arbovírus afetam não só o bem-estar dos moradores, mas colocam um encargo financeiro significativo sobre os empregadores  e sobre o sistema público de saúde que fica sobrecarregado durante essas epidemias, o que contribui para a redução da capacidade de atendimento aos serviços regulares de saúde disponíveis para os cidadãos. Em 2016, os custos das epidemias no Brasil foram: 1,4 bilhão de Reais em prevenção, 259 milhões de Reais em tratamento médico e 429 milhões de Reais em dias de trabalho perdidos (Sense Company Consultants, 2016). Há uma forte correlação entre o ambiente construído e a disseminação da doença. O mosquito exige a água parada e limpa para que os ovos eclodam. 85% dos mosquitos se reproduzem nos quintais da habitação (Ministério da Saúde). Em Uberlândia, 78% dos pacientes vêm de empreendimentos de Habitação Social (Uberlândia Secretaria Municipal de Saúde).

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MINHA CASA
     SEM DENGUE

O projeto "Minha Casa Sem Dengue" é fruto de uma parceria internacional entre dois grupos de pesquisa, que aplicaram anteriormente métodos de avaliação pós-ocupação (POE) e de co-produção para diagnosticar e melhorar a resiliência do bairro Shopping Park, em Uberlândia (MG), e responder às alterações climáticas. Como ação rápida para endereçar os principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em específico o 3, 11 e 15, este projeto visa co-produzir uma abordagem eficaz para retrofit de quintais e um conjunto de ferramentas para evitar a proliferação de doenças como a Dengue, Zika e Chikungunya.

Na cidade de Uberlândia, o mapeamento da Dengue mostra que os vírus afetam principalmente as comunidades de habitação social localizadas em áreas periféricas (Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia). Estudos anteriores na área, abrangendo 4.000 casas geminadas, identificaram três questões significativas que afetam a saúde e o bem-estar dos moradores dessas regiões: (i) acústica deficiente; (ii) baixo conforto térmico e (iii) presença de criadouros para doenças nos quintais. Devido a um aumento brutal na epidemia de arbovírus no  Brasil  (Dengue, Zika e Chikungunya) que afetam as comunidades de habitação social, essa pesquisa-ação piloto se concentrará em quintais residenciais como um terreno fértil identificado.

Ao nos concentrarmos em soluções co-produzidas e em um conjunto de ferramentas para a evolução da habitação social, esperamos ajudar as comunidades a se envolverem diretamente na luta contra a proliferação de mosquitos em seus quintais. Através do estabelecimento de um conjunto de ferramentas de retrofit e contando com residentes engajados, as epidemias de arbovírus podem ser reduzidas com impactos positivos potencialmente substanciais na saúde, bem-estar e produtividade.