ORIENTAÇÕES AO
         USUÁRIO

Através da pesquisa "BER_HOME" (Built Environment Resilience in Social Housing", ou "Resiliência no Ambiente Construído em Habitação Social"), é realizado o estudo da resiliência do ambiente construído em habitações sociais, que frequentemente têm que superar dificuldades socioeconômicas, ambientais e físicas impostas ao longo do tempo. São ameaças potenciais que aparecem tanto como interrupções (em horizontes de tempo curtos) quanto como ameaças difusas e lentas (por períodos mais longos). Essas crises afetam a capacidade de resiliência do ambiente construído porque estão ligadas à vida cotidiana, que é a escala de foco para qualquer projetista.

 

O objetivo principal é avaliar os fatores que constituem a resiliência no ambiente construído em habitação social com foco na unidade habitacional, identificando os principais atributos projetuais que lhe conferem resiliência.

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ATRIBUTO
        ADEQUAÇÃO

          AMBIENTAL

Reflete-se na utilização de materiais e técnicas construtivas sustentáveis; no manejo e na destinação adequada de resíduos recicláveis e orgânicos; no manejo consciente de recursos como a água, a energia e os alimentos; e na inclusão da infraestrutura verde e geomorfologia em projeto.

RESULTADOS
FICHA TÉCNICA
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INDICADORES

ADEQUAÇÃO AMBIENTAL

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UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS E TÉCNICAS CONSTRUTIVAS SUSTENTÁVEIS

Os materiais e tecnologias construtivas utilizados em edifícios residenciais de interesse social devem garantir o máximo desempenho combinado ao máximo aproveitamento, mediante redução de perdas em fase de construção e posterior desmonte ou adaptação, assim como as instalações hidráulicas e elétricas devem favorecer a economia de recursos e comportar reorganizações ao longo do tempo, amplificando a vida útil do edifício.

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DESTINAÇÃO E REAPROVEITAMENTO DE RESÍDUOS

Os resíduos recicláveis e orgânicos produzidos nas habitações precisam dispor de mecanismos para manejo e destinação que viabilizem sua transformação para reintegração à natureza e/ou geração de renda, reduzindo o impacto ambiental gerado pelos edifícios em fase de construção e ocupação

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CAPTAÇÃO, ARMAZENAMENTO E MANEJO CONSCIENTE DE RECURSOS – ÁGUA

Os edifícios residenciais devem dispor de mecanismos para eficientizar a captação, armazenamento e manejo da água potável e pluvial, contribuindo para a redução dos custos operacionais da edificação e adaptação do ambiente construído à imprevisibilidade climática que ameaça a disponibilidade de água tratada e eleva seu custo atualmente.

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CAPTAÇÃO, ARMAZENAMENTO E MANEJO CONSCIENTE DE RECURSOS – ENERGIA

Os edifícios residenciais devem dispor de mecanismos para eficientizar a captação, armazenamento e manejo da energia elétrica, contribuindo para a redução dos custos operacionais da edificação e adaptação do ambiente construído à imprevisibilidade climática que eleva o custo da energia nas cidades progressivamente.

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CAPTAÇÃO, ARMAZENAMENTO E MANEJO CONSCIENTE DE RECURSOS – ALIMENTOS

O aproveitamento da terra urbana para produção de alimentos é estratégia de subsistência alternativa, possibilitando aquisição de renda para a comunidade, contribuindo para redução da ingestão de agrotóxicos e adaptação das cidades a um cenário de urbanização acelerada e imprevisibilidade climática (que interfere na produção agrícola).

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PLANEJAMENTO AMBIENTAL URBANO – INFRAESTRUTURA VERDE

O manejo da vegetação e fauna urbanos precisa ser refletido nas decisões projetuais, contribuindo para a amplificação da consciência ecológica dos cidadãos e constituição de um ambiente urbano mais adaptado ao ambiente, mais seguro, mais saudável, mais limpo, mais eficiente do ponto de vista energético e mais agradável esteticamente.

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PLANEJAMENTO AMBIENTAL URBANO – GEOMORFOLOGIA DO CONJUNTO

Cada cidade deve avaliar e conhecer a natureza de seu subsolo, a fim de melhorar a sobrevivência da vegetação na paisagem e administrar adequadamente os riscos e recursos geológicos existentes no terreno ou nas vizinhanças, contribuindo para a constituição de um ambiente urbano mais resistente e adaptável às características de seu solo.

 
 
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RECOMENDAÇÕES

ADEQUAÇÃO AMBIENTAL

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  • Incorporação dos conceitos de flexibilidade e ampliabilidade;
     

  • Utilização de sistemas construtivos racionais, que permitam reaproveitamento de componentes construtivos e fácil execução/desmonte/deslocamento quando mudanças forem necessárias;

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  • Engajamento comunitário para desenvolvimento de projetos de HIS, em especial durante a fase de execução da obra. Esse tipo de estratégia contribui para transmissão de técnicas e habilidades que podem auxiliar a posterior realização de intervenções nas habitações e mesmo obtenção de renda com a prestação de serviços a partir das habilidades adquiridas;

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INDICADORES CONTEMPLADOS:
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  • Instalação de pontos para coleta/triagem de resíduos orgânicos e recicláveis em terrenos públicos, ficando à disposição e administração da comunidade, que deve ser previamente instruída sobre as vantagens e técnicas de manejo mais adequadas e assessorada por profissionais especializados;
     

  • Instalação de lixeiras coletivas nas ruas, bem vedadas e separadoras de lixo reciclável e comum; 

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  • Atendimento às recomendações do RTQ-R (PROCEL, 2012) quanto às propriedades de transmitância térmica, absortância térmica e capacidade térmica recomendadas às faces da envoltória (paredes, janelas e cobertura), específicas para cada uma das 8 zonas bioclimáticas brasileiras (atentar para atualização de valores e parâmetros a que as normas estão naturalmente sujeitas);
     

  • Utilização de equipamentos eletrodomésticos economizadores de energia associados à instalação de sensores de utilização/ocupação capazes de ligar/desligar dispositivos de acordo com a demanda real;

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  • Adoção de estratégias bioclimáticas passivas para condicionamento do clima interno; (Imagem 14)

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  • Utilização de equipamentos eletrodomésticos economizadores de água associados à instalação de sensores de utilização capazes de ligar/desligar dispositivos de acordo com a demanda; (Imagem 15)

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  • Instalação de dispositivos para captação e armazenamento de águas pluviais, que podem ser reutilizadas para finalidades não potáveis ou potáveis, mediante tratamentos específicos;

  • Instalação de dispositivos de detenção/infiltração domiciliar de águas pluviais , capazes de reduzir a pressão da água pluvial sobre sistemas de drenagem e esgotos ao desacelerar seu escoamento durante chuvas volumosas;

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  • Utilizar espécies vegetais nativas do local, capazes de sobreviver demandando pouco investimento de tempo e dinheiro;
     

  • Planejamento paisagístico e ornamental integrado ao projeto das unidades habitacionais, oferecendo possibilidades de qualificação e instruções sobre a instalação, plantio e manutenção de sistemas de cultivo e irrigação simples e compatíveis às necessidades dos moradores; 

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  • Criação de corredores verdes e arborização urbana capazes de reintegrar e abrigar fauna e flora desejáveis ao urbano, promover sombreamento e preservar fluxos naturais de ar e água no interior das cidades;
     

  • Integração de APP à dinâmica urbana por meio de projetos de qualificação e reconexão, pautados na criação de condições favoráveis de mobilidade e acesso aos equipamentos e serviços urbanos, por meio do restabelecimento da infraestrutura verde no local;

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  • Utilização de materiais de pavimentação permeáveis.

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  • Buscar por estratégias de implantação capazes de minimizar intervenções no solo, otimizando recursos e beneficiando-se de aspectos favoráveis do sítio;
     

  • Minimização do contato entre edificação e solos, a fim de reduzir impermeabilização.

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